O Ceará é cercado por formações de relevo relativamente altas: chapadas e cuestas: a oeste é delimitado pela Serra da Ibiapaba; a leste, parcialmente; pela Chapada do Apodi; ao sul pela Chapada do Araripe; e ao Norte pelo Oceano Atlântico. Daí o nome de Depressão Sertaneja à área central.[66]
O estado está no domínio da caatinga, com período chuvoso restrito a cerca de quatro meses do ano e alta biodiversidade adaptada.[67] A sazonalidade característica desse bioma se reflete em uma fauna e flora adaptadas às condições semi-áridas. Consequentemente, há grande número de espécies endêmicas,[68] sobretudo nos brejos e serras, isolados pela caatinga e refúgios da flora e fauna de matas tropicais úmidas.[69] Na Serra de Baturité, por exemplo, 10% das espécies de aves são endêmicas.[70] O soldadinho-do-araripe foi descoberto em 1996 na Chapada do Araripe e só é encontrado nessa região. Dentre as aves, são ainda característicos o uirapuru-laranja e a jandaia. Destacam-se, na flora cearense, a carnaúba, considerada um dos símbolos do estado e também importante fonte econômica e a zephyranthes sylvestris,[71] flor original do habitat cearense.
As regiões mais áridas se situam na Depressão Sertaneja, a oeste e sudeste. Próximo ao litoral, a influência dos ventos alísios propicia um clima subúmido, onde surge vegetação mais densa, com forte presença de carnaubais, os quais caracterizam trechos de mata dos cocais. O clima também se torna subúmido, com caatinga mais densa e maior pluviosidade, nas adjacências das chapadas e serras.[72]
Vista panorâmica na cidade serrana de Guaramiranga, no Maciço de Baturité.
A carnaúba é a árvore símbolo do Ceará e ocupa grandes extensões no sertão.
Existe ainda o carrasco, vegetação xerófila peculiar, que surge no reverso da Chapada da Ibiapaba e do Araripe, áreas mais secas, caracterizando-se por uma flora arbustiva e arbórea predominantemente lenhosa, ao contrário da caatinga. O carrasco distingue-se ainda da caatinga pela quase inexistência de cactos e bromeliáceas. Alguns se referem a essa vegetação como uma espécie de transição entre o cerrado, a floresta tropical e a caatinga.[75]
[editar] Hidrografia
O Rio Jaguaribe, com 633 km de extensão, é o principal rio cearense.
As outras bacias são: do rio Acaraú com um dos maiores reservatórios do estado, o açude Araras com capacidade para um bilhão de metros cúbicos;[77] do rio Coreaú; do rio Curu; do litoral, que drena boa parte do litoral norte oeste onde os principais rios são Aracatiaçu, Aracatimirim, Mundaú e Trairi; na região metropolitana onde os principais rios são Ceará, Cocó, Pacoti e Choró; e parte da bacia do rio Parnaíba.[78]
[editar] Litoral
As praias mais famosas do Ceará são: a Praia de Jericoacoara, a Praia de Canoa Quebrada e a Praia de Porto das Dunas, dentre outras, as quais se destacam por alcançar fama internacional. Regionalmente, outras praias destacadas são: a Praia das Fontes, Morro Branco, Icaraí, Presídio, Baleia, Flecheiras, Cumbuco e Lagoinha. O litoral cearense é atravessado por duas rodovias, a Costa do Sol Nascente e a Costa do Sol Poente, que, a partir de Fortaleza, direcionam-se para o litoral leste e oeste, respectivamente.[80]
[editar] Proteção ao meio ambiente
No Ceará existem dois parques nacionais. O Parque Nacional de Ubajara criado em 30 de abril de 1959 e até recentemente era o menor parque em área, com 563 ha, passando a ter atualmente 6.299 ha. Abriga em seu interior a Gruta de Ubajara e um bonde de acesso à gruta, sua maior atração. O segundo é o Parque Nacional de Jericoacoara, criado em 2002 para preservar as praias e dunas da região, cujo principal atrativo é a Pedra furada. Outras áreas de preservação ambiental importantes são as florestas nacionais do Araripe (a primeira Floresta Nacional do Brasil, estabelecida em 1946) e de Sobral. Existe, ainda, a Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe, com 10.000 km², que se estende por 38 municípios do Ceará, Pernambuco e Piauí.[81]O Governo do Ceará mantém 13 áreas de conservação. O Parque Ecológico do Cocó e o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio são os únicos parques estaduais do Ceará, sendo o Parque do Cocó o primeiro a ser criado, em 1989, dentro da área urbana de Fortaleza, abrigando o bioma de mangue. Em todo o Ceará existem 58 áreas de proteção ambiental sendo 20 estaduais, 11 federais, 13 municipais e 14 particulares.[82]
Os ecossistemas do Estado estão profundamente danificados e muito pouco preservados.[83] As regiões de floresta tropical e cerrado, nas serras e chapadas de elevada altitude, possuem grande concentração demográfica, intenso uso para fins agropecuários e, comparativamente, pouca preservação e fiscalização ambiental. Os crimes ambientais são praticados constantemente em áreas como a APA Araripe - sobretudo as queimadas e retirada de lenha - e não podem ser reprimidos devido ao parco efetivo de fiscais, dentre outros motivos.[84] Atualmente a mata atlântica ocupa apenas 1,2% do território do Estado, tendo sido bem mais extensa no passado, mas 44% do restante está em áreas de preservação, o que, porém, não tem garantido sua total conservação.[85]
Em situação ainda mais grave está a extensa caatinga cearense, que conta com uma ínfimos 0,45% de preservação, embora represente, em suas variadas formas, 92% do território estadual.[86] 80% da caatinga cearense está devastada,[87] e muitas das áreas restantes, apesar de aparentemente conservadas, não passam de formas vegetais secundárias menos ricas e alteradas pela substituição de espécies vegetais, o que acarreta graves prejuízos para o solo e os já escassos recursos hídricos. A desertificação avança no Estado e atinge níveis preocupantes, sobretudo em Irauçuba.[88]
[editar] Clima
| Gráfico climático para Viçosa do Ceará | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| J | F | M | A | M | J | J | A | S | O | N | D |
| 149 29 18 | 256 27 18 | 348 26 17 | 288 26 17 | 155 26 18 | 52 27 17 | 22 27 17 | 6 28 17 | 4 29 18 | 7 30 18 | 18 30 18 | 57 30 18 |
| Temperaturas em °C • Precipitações em mm Fonte: [89] | |||||||||||
Em todo o estado, os dias mais frios ocorrem geralmente em junho e julho e os mais quentes, entre outubro e fevereiro.[73] Nas áreas serranas, onde impera o clima tropical semi-úmido e, em altitudes mais elevadas, úmido, as temperaturas são mais baixas, com média de 20 °C a 25 °C,[73] podendo ter mínimas anuais entre 12 °C e 16 °C.[91] Surgem aí vegetações de cerradão e floresta tropical, e as pluviosidades são mais altas, superando os 1.000 mm. Essas áreas contêm mananciais que banham os sopés dessas regiões, tornando-os propícios à atividade agrícola. É nas serras e próximo a elas, assim como nas planícies aluviais, que se concentra a maior parte da população do interior cearense, com densidades superiores a 100 hab./km², por exemplo, em boa parte do Cariri cearense.[93]
No litoral, o clima tropical subúmido possui pluviosidades normalmente entre 1.000mm e 1.500mm. As temperaturas são bastante elevadas, com médias de 26 °C a 28 °C, mas a amplitude térmica é bastante pequena.[73] No geral, as temperaturas variam, durante o dia, de mínimas de 23 °C - 24 °C até máximas de 30º - 31 °C. É raro as temperaturas ultrapassarem os 35 °C na região litorânea, ao contrário do que ocorre no Sertão cearense.
[editar] Secas
O clima do Ceará é marcado pela aridez. As secas são periódicas, e, desde que a ocupação territorial foi consolidada, a população tenta resolver o problema da escassez de água. A Seca de 1606 foi a primeira a marcar a história da ocupação do território. Outras secas importantes foram as registradas em 1777 e 1778, responsáveis pelo enfraquecimento da indústria das charqueadas, que teve seu golpe final no período de grandes secas entre 1790 e 1794.[94] Imagem da parede do Açude do Cedro.
No começo do século XX foi criada a "Inspetoria de Obras Contra as Secas" que mais tarde passaria a ser o Departamento Nacional de Obras Contra a Seca, com sede em Fortaleza para realizar estudos, planejamentos e obras contra as estiagens, em 1909.[96] Várias barragens foram construídas em todos os estados do Nordeste. Na década de 1930, foi criado o Polígono das secas: quase a totalidade do território cearense está inserido nele.
Atualmente existem muitos órgãos do governo cearense voltados para a problemática do clima. A Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos juntamente com a Superintendência de Obras Hidráulicas são os órgãos que fazem a gerência de várias barragens e o planejamento de adutoras e canais. A Fundação Cearense de Meteorologia é a responsável pelo monitoramento climático. Finalmente o órgão central é a Secretaria dos Recursos Hídricos que faz toda a estruturação de metas e planos para combater a seca no Ceará.[97]
[editar] Demografia
| Histórico populacional | |||
|---|---|---|---|
| Censos | Pop. | ||
| 1970 | 4.361.603 | ||
| 1980 | 5.288.429 | ||
| 1991 | 6.336.647 | ||
| 2000 | 7.431.597 | ||
| 2005 | 8.106.635 | ||
| 2008* | 8.450.527 | ||
| 2009* | 8.547.809 | ||
| (*) Estimativa | |||
As cidades mais povoadas do Estado estão nessas regiões: Fortaleza (8.001,4 hab./km²), Maracanaú (1.908,2), Juazeiro do Norte (1.005,1) e Pacatuba (542,5), respectivamente.[98] Entre 1998 e 2008, persistiu a concentração da população na Região Metropolitana de Fortaleza, que cresce a ritmo mais acelerado que a média estadual (1,75% contra 1,25%, respectivamente).[99]
A transição demográfica tem ocorrido rapidamente no estado: a taxa de natalidade, que nos anos 1970 era bastante alta, caiu para 17,96‰ em 2008, e a taxa de mortalidade nesse ano estava em 6,41‰. A taxa de fecundidade em 2009 foi de 2,15 filhos por mulher, ligeiramente acima da taxa de reposição da população, o que representou um aumento em relação a 2008, fazendo o Ceará apresentar uma taxa superior à média nordestina.[4] A taxa de crescimento demográfico caiu de uma média de 2,6% na década de 1950 para 1,73% durante os anos 1990. Com a transição demográfica em curso, a proporção de idosos no conjunto da população aumentou de 2,4% em 1950 para 6,72% em 2004, e já em 2009 10,5% dos cearenses possuíam 60 anos ou mais.[4] Em sentido contrário, os jovens de 0-14 anos passaram de 45,7% em 1950 para 28,9% em 2006.[100]
Praça Matriz de Itapipoca.
A religião é muito importante para a maior parte da população cearense. O estado é o terceiro mais católico do País, em termos proporcionais, com 86,7% da população seguindo o catolicismo. Em seguida, vêm os protestantes, somando 9,01%; os que não possuem nenhuma religião, com apenas 2,82%; e os fiéis de outras religiões, com 1,34%.[101]
Quixadá é uma das principais cidades do interior semi-árido do Ceará.
O Ceará foi o estado que mais diminuiu a mortalidade infantil de 1980 a 2006, atingindo 30,8 por mil a partir da altíssima taxa de 111,5 por mil de 1980. Houve, portanto, uma redução de 72,4%. Ainda assim, o Ceará em 2008 estava acima da taxa de mortalidade nacional de 24,9 por mil. Por outro lado, dentre os estados nordestinos, só perde para o Piauí (29,3 mortes por mil nascimentos). Seu desenvolvimento humano, contudo, ainda é muito incipiente, embora tenha gradualmente avançado: de um IDH de 0,604 em 1991, passou a 0,723 em 2005. O componente do IDH que mais avançou foi o da Educação, que passou de 0,604 para 0,808 no mesmo período, sobretudo devido ao grande aumento da matrícula de jovens.[102]
Em 2008, o Ceará atingira índices sociais mais altos que a média do Nordeste em diversos aspectos, como a expectativa de vida, escolaridade média e analfabetismo funcional, e apresentava tendência à diminuição de sua disparidade com relação à média do Brasil, superando já o índice nacional no tocante ao desemprego, ao índice de Gini e à razão entre os 10% mais ricos e os 50% mais pobres da população, denotando uma desigualdade de renda que, outrora maior que a brasileira, tornou-se ligeiramente menor a partir de 2006.[99]
A criminalidade é um problema crescente no estado. A taxa de homicídio foi de 23,2 por 100 mil habitantes em 2007, um expressivo aumento de 57,4% comparado à taxa de 14,8 por 100 mil em 1997. Com esse índice, o estado ocupa a 17ª posição no ranking nacional, acima da 22ª posição que tinha em 1994, mas se mantém abaixo da média brasileira. Por sua vez, Fortaleza subiu da 17ª para a 10ª posição entre as capitais com maior índice de assassinatos, porém continua abaixo da média das capitais do Nordeste. A escalada de violência se iniciou sobretudo após 1999.[103] O Ceará possui 7 de seus 184 municípios entre os 500 com maiores taxas de homicídio do Brasil.[104]
| Cidades mais populosas do Ceará | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| | Posição | Cidade | Mesorregião | População | Posição | Cidade | Mesorregião | População | Fortaleza Caucaia Juazeiro do Norte | |
| 1 | Fortaleza | Metropolitana | 2 505 552 | 11 | Canindé | Norte | 77 552 | |||
| 2 | Caucaia | Metropolitana | 334 364 | 12 | Crateús | Sertões | 75 249 | |||
| 3 | Juazeiro do Norte | Sul | 249 829 | 13 | Quixeramobim | Sertões | 73 571 | |||
| 4 | Maracanaú | Metropolitana | 201 693 | 14 | Pacatuba | Metropolitana | 71 839 | |||
| 5 | Sobral | Noroeste | 182 431 | 15 | Aquiraz | Metropolitana | 71 400 | |||
| 6 | Crato | Sul | 116 759 | 16 | Aracati | Jaguaribe | 69 616 | |||
| 7 | Itapipoca | Norte | 114 441 | 17 | Tianguá | Noroeste | 68 588 | |||
| 8 | Maranguape | Metropolitana | 110 523 | 18 | Russas | Jaguaribe | 67 960 | |||
| 9 | Iguatu | Centro-Sul | 97 203 | 19 | Cascavel | Norte | 67 956 | |||
| 10 | Quixadá | Sertões | 80 447 | 20 | Icó | Centro-Sul | 65 621 | |||
| Fonte: IBGE, estimativa populacional 2009[105] Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Maranguape, Aquiraz e Pacatuba fazem parte da Região Metropolitana de Fortaleza. | ||||||||||
[editar] Etnias
Em 2008, a distribuição da população cearense por cor era a seguinte: 33,05% se autodeclaravam brancos, acima dos 30,02% verificados na contagem de 1998; 3,03% se diziam negros, muito acima dos 1,22% em 1998; e a proporção de pardos diminuiu, contabilizando 63,39% a partir dos 68,69% de 1998. Proporcionalmente, o Ceará possui mais brancos e menos negros que a média nordestina, porém a proporção de pessoas que se autodeclaram negras tem aumentado bastante.[99]| Etnias Indígenas | Pessoas[106] |
|---|---|
| Tremembé | 3024 |
| Anacé | 1282 |
| Tapeba | 6439 |
| Pitaguary | 3857 |
| Jenipapo-Kanindé | 303 |
| Kanindé | 713 |
| Kariri | 116 |
| Tupinambá | 40 |
| Potiguara | 3531 |
| Tabajara | 2982 |
| Kalabaça | 229 |
| Tubiba-Tapuia | 105 |
| Gavião | 60 |
| Total | 22579 |
Em 1864, havia apenas 36 mil cearenses escravos, número que, em 1887, reduzira-se para apenas 108 (observe-se que, em 1872, a população total estava em 721.686 habitantes[109]). Em 1813, os escravos representavam 11,5% dos cearenses, dos quais 63% eram negros.[110] Comparando-se com estados escravistas próximos, constata-se quão desimportante era a escravidão na sociedade do Ceará: em 1864, Pernambuco tinha 260 mil escravos, permanecendo ainda com 41.122 em 1887; e a Bahia, 300 mil escravos em 1864 e 76.838 escravos restantes em 1887.[111]
A constituição étnica do povo cearense remonta há muitos séculos. O censo de 1813 mostra uma configuração já tendente à atual, com predominância de pardos: 28% de brancos, 6% de indígenas, 16% de negros e 50% de pardos.[110] Assim, predominam os mestiços, descendentes, em sua maior parte, de brancos e índios, mulatos e caboclos que viviam como vaqueiros, moradores de fazendas, pescadores, dentre outros. Os brancos, em sua grande maioria, descendem de portugueses, com pequena contribuição de holandeses, espanhóis, sírio-libaneses (estimam-se 5 mil descendentes no Estado[112]) e outros, mas grande parcela dos brancos também possui ancestralidade multiétnica como em todo o Brasil.
| Cor/Raça | Porcentagem[113] |
|---|---|
| Brancos | 33,7% |
| Negros | 2,4% |
| Pardos | 63,5% |
O Ceará tem, atualmente, quinze etnias indígenas nativas reconhecidas. A população estimada dessas etnias é de 22.500 índios, de acordo com dados do Distrito Sanitário Especial Indígena do Ceará (FUNASA). No Ceará muitas pessoas desconhecem a existência dos índios, pois políticas oficiais, durante muito tempo, obrigaram os indígenas a esconderam sua identidade. Um decreto da Assembléia Provincial do Ceará, datado de 1863, declarou que não havia índios na província.[115] Então eles passaram a ser desacreditados, perseguidos e tiveram suas terras invadidas. Somente na década de 1980, os índios cearenses começaram a reivindicar seus direitos de posse de terra e o reconhecimento de suas etnias.
Vegetação
A cobertura vegetal do Estado do Ceará, a flora, compõe-se predominantemente das seguintes formações:
- Caatinga: do tupi, mata branca, espalha-se por todo o espaço ocupando cerca de 70% de sua área. Suas características são de porte arbustivos, troncos retorcidos, folhas pequenas e caducifólias, xerófila (adaptada à escassez d'água) e raízes profundas
A caatinga hipoxerófila, que tem maior porte e densidade, aparece nas faixas de menos rigor climático, tais como a baixada litorânea e o sopé da Ibiapaba.
A caatinga hiperxerófila é a vegetação das regiões mais áridas, apresentando-se mais baixas e rala, bem como com maior quantidade de espécies espinhosas;
Tem como algumas de suas espécies: algaroba, mulungu, aroeira, marmeleiro, juazeiro, pau-branco, sabiá e predeiro. As espécies cactáceas são: xique-xique, palma, facheiro e mandacaru. Seu desequilíbrio está nas queimadas e desmatamentos (retirante de lenha). - Formações Florestais: em meio a aridez predominante, destacam-se as manchas verdes das florestas que cobrem as serras e os vales úmidos;
- Vegetação de dunas, mangues e tabuleiros: ocupam espaços pouco representativos na área total do Estado. São predominantemente litorâneos.
- A vegetação de dunas são caracterizadas pelo predominância de coqueiros nas praias e pelas espécies como murici, salsa-de-praia, capim-da-praia, grama-da-areia, etc.
- Os tabuleiros são planaltos pouco elevados, arenosos e de vegetação rala.
- A vegetação de mangue é encontrada em áreas sob influência das marés, tendo como características porte arbóreo/arbustivo, pobre em variedade (mangue preto, mangue branco e mangue vermelho), higráfila (adaptada à umidade) , halófita (adaptada a salinidade) e raízes suspensas. Sua importância está na manutenção do clima, evita o alagamento das áreas adjacentes, alimentação e reprodução da fauna marinha, pesca de peixe, caranguejo, camarão, e matérias-primas como madeira (construção de moradias, produção de carvão artesanato) e cipós (artesanato). As espécie animais encontradas são: garças, galinha d'água, martim-pescador, beija-flor, lavandeira, gaivotas, etc. Seus desequilíbrios estão na especulação imobiliária, desmatamentos, queimadas e despejos de esgotos e lixo; - Vegetação ciliar ou mata de galeria: ocorre como ocorrência dispersa em todo o Estado, ocupando os vales úmidos dos rios e riachos, formando densos povoamentos, nos quais a carnaúba, a oiticica, o juazeiro e o mulungu são espécies dominantes.Clima
Salvo pequeno trecho da costa, nas vizinhanças de Fortaleza, que recebe de 1.000 a 1.500mm de chuvas anuais, prevalece na maior parte do território o clima semi-árido, do tipo Bsh de Köppen. A pluviosidade reduzida (menos de 1.000mm anuais e, em alguns locais, menos de 600mm) está sujeita a um regime irregular. Em determinados anos, a estação chuvosa não se produz, desencadeando o fenômeno da seca. Essas condições são ainda agravadas pelo forte calor, de que resulta um elevado índice de evaporação, que muito reduz a disponibilidade de água no solo. Só escapam a esse quadro serras e chapadas, pelas chuvas de relevo que determinam.



Nenhum comentário:
Postar um comentário